Pedagogia Nova, na era cibernética

Fevereiro 18, 2007

Era do conhecimento, sociedade mutante, tecnologia colaborativa….


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Fevereiro 18, 2007

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Pedagogia Progressista

Fevereiro 18, 2007

Hoje sabemos através das explicações do prof. Carlos que os Objetivos dentro de um projeto educacional são as habilidades. Ou seja o objetivo principal de uma aula ou várias, é considerar as competências as como um fim.


verso

Novembro 13, 2006

TUDO DITO

NADA FEITO

CONTRAFEITO

FITO E DEITO


Elogio do Aprendizado

Novembro 11, 2006

Aprenda o mais simples!
Para aqueles cuja hora chegou
Nunca é tarde demais!
Aprenda o ABC; não basta, mas
Aprenda! Não desanime!
Comece! É preciso saber tudo!
Você tem que assumir o comando!

Aprenda, homem no asilo!
Aprenda, homem na prisão!
Arenda, mulher na cozinha!
Aprenda, ancião!

Você tem que assumir o comando!
Frequente a escola, você que não tem casa!
Adquira conhecimento, você que sente frio!
Você que tem fome, agarre o livro: é uma arma.
Você tem que assumir o comando.

Não se envergonhe de perguntar, camarada!
Não se deixei convencer
Veja com seus olhos!
O que não sabe por conta própria
Não sabe.
Verifique a conta
É você que vai pagar.
Ponha o dedo sobre cada item
Pergunte: O que é isso?
Você tem que assumir o comando.

Bertolt Brecht


ERRA UMA VEZ

Novembro 11, 2006

nunca cometo o mesmo erro
duas vezes
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez

Paulo Leminski


maravilha de visão feminina…

Agosto 18, 2006

E se voltares, que fiques sempre comigo. Não prometo comportar-me a ponto de que vivas o amor com suavidade. Não sou amena, mas estou viva, viva para enlaçar, ir tão fundo no teu corpo para que fechando os olhos suspiremos de modo a que não me ouças, de modo a que também eu, com a minha veracidade, não possa com um só golpe invadir o teu enigma. Amanhã te escreverei, de novo capítulo ante o meu amor.


(Nélida Piñon- “O revólver da paixão“, in INTIMIDADES. ANTOLOGIA DE CONTOS


amor de alma

Agosto 18, 2006

SIM, SOU O POETA QUE TE CANTA!
MAS QUEM TE QUER DE PERNAS ABERTAS,
MINHA SANTA,
SÃO MEUS VERSOS QUE LAMBUZAM TEUS SEIOS MATINAIS…

A TE BEBER POR DENTRO,
REZANDO CADA GOTA,
QUEM TE ENFIA OS DEDOS
NÃO SÃO AS MINHAS MÃOS,
MAS MINHA ALMA QUE GEME
ATÉ AS TANTAS!

o poeta encantador…Antonio Gomes…


na calçada

Agosto 3, 2006

         Ela não gostava de estender conversa; não dava o telefone; não aceitou o meu; não disse o nome. Procurava se impor num olhar desafiante, mas não deixou de transparecer o desconforto da situação.

         Perguntei como encontrá-la, se estava sempre ali. A resposta, tão vaga quanto as anteriores, não oferecia garantia nenhuma:

         - Não tenho dia, nem hora certa – Era pegar ou largar!

         Em pé, entre dois carros estacionados na Augusta, procurava passar um ar de eventualidade, de acaso: Amanhã não! Quem sabe não estaria trabalhando em outra coisa, noutra vida, noutro mundo – Sei lá.

        Tentei uma piada diante o inusitado desgosto – Era eu um cliente que chegando a loja encontrava um vendedor totalmente decidido a não vender seu produto!

        Mas veio de repente um pensamento: Por que, entre tantas, justo essa moça

 chamou-me à atenção? Eu não tinha dinheiro para maiores abusos, não havia planejado coisa alguma para aquela noite e nem estava com nenhum desejo mais urgente – Por que gastei meu tempo com uma entrevista absolutamente sem objetivo? Sim, ela era atraente! Mas não muito mais que algumas que se dispunham em fila naquele quarteirão.  E num insight, entendi. A verdade é que algo a diferenciava: seu prosaísmo.

       Para o transeunte desatento, não parecia uma puta, não se travestia de exageros, era única e exclusivamente uma menina na calçada entre dois carros. Poderia estar esperando seus pais, seu namorado, ou procurando alguma coisa perdida na calçada, quem sabe? No entanto, estava se prostituído e, pelo que pude notar, desejando nunca ter estado naquele desconforto.

       E era tão forte seu desejo, que acabou me convencendo por completo dessa certeza, desse inusitado estado de alma. Meus olhos tinham me enganado - Estive conversando com quem mesmo?…

     Caminhando, fui embora e algo não me saia da cabeça. Olhei para trás uma ultima vez:

       - É… Ela não estava lá – Apenas um corpo, triste e cansado, aguardava.

    contos de antonio gomes


METAMORFOSEANDO

Julho 6, 2006

N A  M I R A  D O  I N F I N I T O

 

O  V Ô O    D O   M O S Q U I T O

 

                       MI

 

PER                                  PAS    SO

                   

                      T O

 

 

A P Ó S        U M           G R I T O!

 

G  I  R  I N  O  V  I R O U S A P O