E se voltares, que fiques sempre comigo. Não prometo comportar-me a ponto de que vivas o amor com suavidade. Não sou amena, mas estou viva, viva para enlaçar, ir tão fundo no teu corpo para que fechando os olhos suspiremos de modo a que não me ouças, de modo a que também eu, com a minha veracidade, não possa com um só golpe invadir o teu enigma. Amanhã te escreverei, de novo capítulo ante o meu amor.
(Nélida Piñon- “O revólver da paixão“, in INTIMIDADES. ANTOLOGIA DE CONTOS
Outubro 7, 2006 às 3:34 pm
eta! mulher é issoaí!