ato de transgreção sem amor é bombinha de são joão…
Julho 3, 2006“Li uma materia sobre a peça 120 dias, bastante pertinente…
tirando as minhas conclusões pensei, o racionalismo foi uma resposta ao poder teocentrico da idade média, assim como a “Libertinagem” de Sades (Marquês) uma reação “genial”`a suposta suficiencia da RAZÃO do Iluminismo…e consequentes regras estabelecidas de convivencia burguesa…(Que haviam dado as costas a Deus)
Vejo nesse texto, muita claro o porquê de motivar tão fortemente ainda hj pessoas, em especial, jovens de espirito
questionador…Superficialmente, salta aos olhos a REBELDIA a qualquer sistema, norma ou regra social.
No entanto me veio um insight:
Depois de tantas experiencias fracassadas cá no ocidente, já ha algum tempo filosofias orientais apontam o caminho do meio. Volto a pensar que o genio surge como resultado do olhar interno. Esse que acerta a pontaria do arqueiro zen, esse que acerta a medida entre o complementar e o principal, entre a razão e a loucura, entre o amor e
o sexo.
Libertinagem simplesmente, soa falsa. A verdadeira liberdade
imprecinde do amor…faz dele peça fundamental. Li certa vez: “Te amo tanto que desejo sua liberdade” . Quem sabe faria mais sentido, ato de transgreção sem amor é bombinha de são joão…
Talvez nisso o desafio, ter coragem de amar e mesmo assim estar disposto a transgredir ou alargar as possibilidades, ampliar as possibilidades, criar novas regras….
E nisso, marques de sade foi genio só do seu tempo. Ele não teve contato com a consequências da fisica quântica nem do reencontro com os monges tibetanos…
…só vale a pena viver…
Junho 12, 2006Só vale a pena viver
se for nessa imensidão.
Neste caos infinito,
onde me custa olhar
e não achar o final.
Só vale a pena viver
se não puder tocar o fundo.
E me assustar
quando olhar para baixo.
E assim reafirmar
o meu lado primitivo
de primeiramente nadar.
Só vale a pena viver
se souber que tenho seguir.
Mesmo sem saber pra onde.
Podendo escolher direções
E com medo de seguir nas mesmas
Na esperança do desconhecido
A iluminar minha viagem.
Só vale a pena viver
Se não se sabe a variação da maré.
E estar atento às minhas incertezas.
Em novidades renovadas a cada dia
Em ondas repentinas
feliz dia …!?@#
Junho 12, 2006Feliz dia dos prazeres, dia das conversas sem fim, das noites em que s horas passam mais gostosas, até a gente arrumar um jeito debrigar…pra começar tudo de novo.
Enfim, Feliz dia da felicidade sem nome, sem endereço, cic ou rg.
Da série encontros inusitados: Superlativo e diminuta
Março 21, 2006Por antonio gomes
Superlativo acabara de chegar a estação de metro, descia as
escadas correndo como é seu hábito, ao virar a direita numa das
colunas de concreto, deu de cara com Diminutiva, esbarrando firme, lançando-a ao chão.
Diminutiva caiu sentada diante inúmeros transeuntes que, admirados, observavam sem poder conter o riso.
Rapidamente Superlativo lançou mão do celular e discou para
emergência – sem dúvida devia ter acontecido algo grave! Lógico, a moça se espatifou, quem sabe não quebrou alguma coisa !!
Enquanto discava, Diminutiva, já em pé, a seu lado, apesar do imenso desconforto e constrangimento dizia:
- Moço não foi nada não, fica tranquilo não precisa…
Um dos passantes em alto em bom som – Não foi nada? Você voou pelo menos dois metros! – Satírico.
Superlativo demorou a ser convencido de que não se fazia
necessário o tamanho exagero de se ligar para o resgate. Muito a contra gosto, guardou o celular, e com os olhos esbugalhados e agitação típica dizia:
-Você esta bem? Nossa, nem vi, estava tão rápido que quando dei por mim te atropelei, mas diz , não machucou nada mesmo? – Passando a mão pelo corpo da inter locutora sem o menor aviso. Algum engracidinho falou
- Xiiii ! Ta aproveitando!
Diminutiva, numa tranquilidade ensaiada, insistia que não tinha sido nada só um tombinho…enquanto passava disfarçadamente a mão nas nádegas. Seu parceiro nesse ocorrido, para variar, afoito, estava disposto a leva-la ao médico, mostrava cic e rg pra ficar bem claro que era boa gente e insistia
- Tem certeza que não ta doendo, nadinha?
- Nem um pouco, estou tão bem, aliás é comum acontecer essas
coisas, né…-Na verdade muito sem jeito, e olhando de soslaio os
curiosos que se amontoavam comentando o inusitado voo da passageira.
Pegando sua bolsa, sem maiores despedidas, Diminutiva partiu,
afinal, a discrição e timidez eram sua marca. Subindo a escada de
saída lentamente, ela pensava.
- Poxa, aquele cara pareceu tão preocupado comigo, tão
cuidadoso, realmente especial, talvez devesse ter falado alguma coisa,
puxado algum assunto…sei lá.
E diante de tamanho conflito “modal”, mais uma vez, sem saber
porquê, Superlativo bateu em retirada, tão rápido e decidido que todos
poderiam crer que tinha algo muito importante a realizar. No entanto,
só uma coisa passava em sua cabeça.
- Que garota interessante…pena que perdi a oportunidade de
lhe pedir o telefone…essa pressa… ainda morro disso!
Escrito por cantodomundo
Escrito por cantodomundo
Escrito por cantodomundo